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Entrevista

Carlos Vogt

Professor emérito da Unicamp e diretor-presidente da FCW destaca que os grandes focos de tensão geopolítica são movidos pela disputa pelo controle da inteligência artificial e defende o Atlas de Soluções Científicas como ferramenta capaz de transformar conhecimento em respostas práticas para a sociedade. Alerta que precisamos de sistemas políticos ágeis para estabelecer marcos éticos diante de uma transformação profunda no conhecimento, cuja capacidade de reinventar paradigmas tende a desorientar o ser humano em termos de valores e de sentido.

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Sobre

Carlos Alberto Vogt é graduado em teoria da literatura e literatura comparada pela USP, mestre em linguística geral e estilística do francês pela Universidade de Besançon, na França, e doutor em ciência pela Unicamp.

É diretor-presidente e coordenador cultural da Fundação Conrado Wessel. Foi secretário de Ensino Superior do Estado de São Paulo, presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e presidente da Fundação Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univesp). Foi vice-presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

É professor emérito da Unicamp, tendo sido reitor da universidade de 1990 a 1994. É coordenador do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor) da Unicamp.

Em 2026, recebeu o primeiro título de Professor Ad Honorem Univesp. Recebeu a comenda da Ordem do Mérito Científico, da Presidência da República do Brasil, e o título de doutor honoris causa da École Normale Supérieure de Lyon, na França. É membro da Academia Brasileira de Ciências, da Academia Paulista de Educação e da Academia Campinense de Letras.

Entre seus livros estão “O intervalo semântico: contribuição para uma teoria semântica argumentativa”, ”Cafundó – A África no Brasil” (com Peter Fry), “A imprensa em questão” e “A Utilidade do Conhecimento”, pelo qual recebeu o Prêmio Jabuti em 2016. É autor de diversos livros de poesias, tais como “Ilhas Brasil”, “Metalurgia”, “Geração” e “Cantografia – O itinerário do carteiro cartógrafo”.

FCW Cultura Científica – Professor Vogt, a guerra contemporânea, em suas diversas formas – de Gaza ao Líbano, do Irã ao Mar do Sul da China –, tem uma dimensão que vai além do confronto territorial. Como o senhor vê esse cenário?

Carlos Vogt – Os conflitos contemporâneos, sejam eles localizados ou de alcance global, estruturam-se também como disputas pelo controle das tecnologias, seja da inteligência artificial ou dos sistemas de comunicação. É aí que reside o verdadeiro campo de batalha. Recentemente, acompanhamos a visita de Donald Trump à China, recebido com todas as honras protocolares. O que emergiu da visita foi algo conceitualmente significativo: a formulação de um novo paradigma nas relações entre as duas potências, a "estabilidade estratégica". Esse conceito não é retórico por acaso. Ele substitui, ao menos discursivamente, a lógica da dominação geopolítica pelo reconhecimento mútuo. Reconhecimento de que o outro não pode ser dominado, de que detém poder equivalente, e de que os acordos futuros deverão caminhar no sentido de preservar esse equilíbrio. Há, aí, uma mudança importante. A ideia clássica da hegemonia absoluta cede lugar ao reconhecimento de um equilíbrio tenso entre potências. E esse equilíbrio passa, inevitavelmente, pela tecnologia.


FCW Cultura Científica – Nesse contexto, Taiwan e Cuba assumem papéis estratégicos?

Carlos Vogt – Sem dúvida. Taiwan é um centro decisivo da produção mundial de semicondutores, componentes fundamentais para o desenvolvimento da inteligência artificial. Quem controla Taiwan controla uma parte decisiva da infraestrutura tecnológica e do futuro do mundo. Para a China, portanto, a questão taiwanesa não é só uma questão identitária, mas estratégica.


Cuba entra por razões distintas, mas igualmente estruturais. Há, evidentemente, o peso do lobby cubano-americano – cuja estrela máxima é Marco Rubio – e o retorno do discurso intervencionista de Washington. Mas o que realmente está em jogo é que Cuba está aparelhada para interceptar comunicações que transitam pelo território americano. Seus parceiros estratégicos equiparam a ilha com essa capacidade. Do ponto de vista do controle da informação – que é exatamente o que estamos discutindo –, isso é extraordinariamente relevante.


O indiciamento de Raúl Castro, os esforços para enquadrá-lo na mesma categoria jurídica de outros líderes depostos, a reativação de episódios antigos como a derrubada de aeronaves em 1996: tudo isso é pressão. Pressão para que Cuba ceda. E o que se quer que ela ceda não é apenas politicamente – é tecnologicamente.


FCW Cultura Científica – Então todos esses conflitos têm uma matriz comum?

Carlos Vogt – Sim. Quando você olha com atenção, todos os grandes focos de tensão geopolítica atual têm um denominador comum: a disputa pelo controle das tecnologias de informação e comunicação, e, em sua geração mais atual, da inteligência artificial. O comportamento político, as decisões jurídicas, as sanções econômicas, tudo está determinado por essa disputa fundamental. Quem controla a comunicação, controla o mundo. Não é metáfora.


FCW Cultura Científica – É nesse cenário que surgiu o interesse da Fundação Conrado Wessel pela inteligência artificial e pelo Atlas Cultural de Soluções Científicas para o Brasil?

Carlos Vogt – A FCW, embora seja uma instituição tradicional, procura sempre olhar para o presente e para o futuro. E, hoje, o futuro está profundamente relacionado à inteligência artificial e à transformação das formas de produção do conhecimento.


Partamos de um fato concreto: a quantidade de conhecimento produzido hoje é humanamente inabarcável. Quando você acessa uma biblioteca digital e olha para o acervo disponível, percebe que não há condição humana – cognitiva nem temporal – de acompanhar a dinâmica do conhecimento em sua totalidade. Não é falta de inteligência. É uma questão de escala. 


A inteligência artificial muda esse quadro. Ela representa uma mudança de paradigma na ciência no sentido mais preciso do termo. Isto é, uma alteração na concepção do que é formular uma teoria, organizar evidências, testar hipóteses. Os grandes bancos de dados que alimentam esses sistemas tornam possível uma forma nova e, em muitos sentidos, mais poderosa de acesso ao conhecimento acumulado.


A ideia do Atlas de Soluções nasceu exatamente dessa percepção. Lembro de um almoço em 2025 no qual as fundadoras da Agência Bori contaram que tinham um banco de dados com mais de 200 mil artigos científicos. Fiquei pensando: quem vai acessar efetivamente esse potencial? Como transformar esse repositório em respostas úteis para os problemas reais do Brasil? Foi aí que a pergunta se impôs: por que não desenvolver um sistema capaz de fazer essa leitura, orientado por questões concretas sobre a realidade social, política e econômica do país?


FCW Cultura Científica – O Brasil produz ciência de qualidade, mas tem dificuldade histórica de fazer com que essa ciência oriente políticas públicas. O Atlas pretende atacar esse problema

Carlos Vogt – É exatamente isso. E trata-se de uma questão estrutural. A ciência produz conhecimento, mas esse conhecimento chega fragmentado, técnico, disperso. Os decisores públicos operam sob tempo curto e informação incompleta. No meio, consultorias fazem a ponte, com custo alto e alcance limitado. O resultado é previsível: decisões ineficientes, baixo uso de evidência e uma assimetria brutal de acesso. Quem tem recursos decide melhor e quem não tem, decide no escuro.


O Atlas de Soluções pretende reduzir esse atrito, mas é importante dizer com clareza o que ele é e o que não é. Não é uma biblioteca digital. Não é um repositório sofisticado. É uma ferramenta de decisão. A diferença é fundamental: um repositório organiza conhecimento; uma ferramenta de decisão responde a uma pergunta prática: dado um problema específico, o que se deve fazer agora? Isso implica contextualização, priorização, recomendação operacional. E implica, sobretudo, que a evidência seja traduzida em linguagem acionável, sem perder rigor.


FCW Cultura Científica – E como isso se materializou na prática?

Carlos Vogt – Com um experimento. Em uma reunião durante o desenvolvimento do Atlas, o professor Carlos Eduardo Cerri, nos contou que seu grupo na Esalq-USP havia levado seis meses para revisar manualmente cerca de 1,6 mil artigos sobre carbono e solo. Seis meses de trabalho humano intenso. Decidimos fazer uma revisão semelhante com o Atlas em outro projeto, em colaboração com o professor David Lapola, da Unicamp, coordenador do AmazonFACE. Logo no início, o consultamos sobre o que deveríamos perguntar à máquina? Porque a qualidade do sistema depende fundamentalmente da qualidade das perguntas.


E aí está o ponto central: inteligência artificial, hoje, todos têm. As ferramentas estão disponíveis, cada instituição tem a sua. A diferença do Atlas de Soluções não está na ferramenta em si, está nas perguntas. Perguntas orientadas por compromissos éticos, por problemas reais, por uma visão de ciência comprometida com a sociedade. É a qualidade e o compromisso dessas perguntas com as grandes finalidades humanas que dará ao sistema sua razão de ser.


FCW Cultura Científica – Como garantir que as respostas do Atlas de Soluções sejam confiáveis? Que não se produza uma falsa autoridade científica?

Carlos Vogt – É uma das perguntas mais importantes que se pode fazer ao projeto. E é uma pergunta que o próprio projeto precisa fazer a si mesmo, permanentemente. A confiabilidade não é um atributo técnico que se conquista uma vez e se mantém automaticamente, mas sim uma prática institucional contínua.


Para que uma recomendação do Atlas tenha valor real, ela precisa ser rastreável — baseada em evidência verificável; contextualizada – adequada à realidade brasileira e aos seus recortes regionais e sociais; graduada por incerteza – sem falsa precisão, sem apresentar como certo aquilo que é provável; e auditável por terceiros independentes. Validação científica, mitigação de risco, governança, transparência: esses não são ornamentos do projeto. São sua espinha dorsal.


Mas há uma dimensão filosófica que vai além da governança técnica. O Atlas não promete encontrar a melhor solução, ele organiza as condições sob as quais uma solução pode ser considerada válida. Essa distinção é fundamental. Há algo aqui que remete a Kant: as categorias do sistema – problema, intervenção, evidência, contexto, resultado – funcionam como estruturas que tornam possível a experiência científica aplicada. Elas não vêm da realidade em si, antes são condições de inteligibilidade da evidência. Sem elas, não há comparação, não há decisão. Com elas, o conhecimento se torna operável, mas jamais absoluto.


FCW Cultura Científica – De onde deriva o medo diante da inteligência artificial?

Carlos Vogt – De algo muito preciso: a linguagem natural. Enquanto a computação era um código esotérico – alfanumérico, inacessível, legível apenas por especialistas que se tornavam uma espécie de demiurgos do nosso tempo –, havia uma distância protetora entre o homem comum e a máquina. Com o aprendizado de língua natural pelas máquinas, essa distância desapareceu. A tecnologia se socializou. Você fala com ela, ela fala com você. Ela se aproxima dos seus problemas, tanto dos grandes quanto dos corriqueiros.


É algo muito parecido com o que ocorreu com o computador pessoal. O PC não inventou a computação, que existia há décadas, em grandes mainframes ou nos cartões perfurados. O que o computador pessoal fez foi aproximar a tecnologia do indivíduo, oferecer uma interface cada vez mais interativa e humana. A inteligência artificial de linguagem natural faz o mesmo, porém numa escala e com uma profundidade incomparavelmente maiores.


FCW Cultura Científica – E o Atlas de Soluções se insere nesse processo de aproximação?

Carlos Vogt – Exatamente. O que pretendemos com o Atlas é dar um passo adiante no processo de comunicação da ciência. Queremos aproximar o conhecimento científico da sociedade, torná-lo navegável, dialogável. Lévi-Strauss dizia que o grande desafio do conhecimento contemporâneo não era apenas acumular, mas organizar, relacionar, tornar inteligível.


O Atlas de Soluções não é um repositório. É uma interface entre a ciência e o humano. E há um risco epistemológico silencioso e de longo prazo que precisa ser dito com clareza: à medida que gestores públicos, jornalistas e pesquisadores passarem a usar o sistema, eles não apenas receberão recomendações. Eles começarão a formular seus próprios problemas na linguagem do Atlas. O que não couber nas categorias do sistema tenderá a desaparecer do horizonte de atenção. Essa é uma responsabilidade enorme e exige que o design do projeto seja permanentemente autocrítico.


Mas feito isso com consciência, com rigor e com humildade intelectual, o Atlas poderá cumprir um papel que a própria ciência raramente consegue: sensibilizar a sociedade para o que o conhecimento tem a dizer sobre ela mesma. E tornar explícita sua filosofia política – a de que razão, evidência e deliberação pública são valores superiores a outros modos de decidir. Isso não é pouca coisa. É, talvez, uma das contribuições mais duradouras que o projeto pode oferecer ao debate público brasileiro.


FCW Cultura Científica – O senhor tocou num ponto que me parece central: a relação entre tecnologia e individualismo. Como o senhor vê esse nexo?

Carlos Vogt – O liberalismo clássico construiu uma apologia do indivíduo que tem raízes muito norte-americanas: a ideia de sucesso pessoal, de mobilidade social, de fazer com que a geração seguinte supere a anterior, principalmente no sentido econômico. É essa dinâmica que moveu, durante décadas, o desenvolvimento social na tradição burguesa. A classe média desempenhou aí um papel motor fundamental, porque é ela que sustenta o movimento de ascensão, expectativa e transformação.


O problema é que esse individualismo, ao longo do tempo, foi se metamorfoseando em algo muito diferente: um individualismo narcísico. E quando isso ocorre, o eixo muda completamente. O objetivo deixa de estar ligado a uma perspectiva de futuro e passa a se concentrar apenas no presente, no que já é. Surge então uma ideologia da idealização do momento, do agora, com todas as consequências que isso implica.


FCW Cultura Científica – Como a questão da não-inocência da tecnologia se traduz em responsabilidade política concreta?

Carlos Vogt – Heidegger nos lembra que a tecnologia não é um instrumento neutro. Se não é inocente, carrega consigo intencionalidades, relações de poder, escolhas sobre o que se preserva e o que se descarta. A questão, porém, está menos na tecnologia em si e muito mais nas formas de sua gestão, controle e aplicação.


O desafio real é político. Precisamos de sistemas políticos ágeis o suficiente para acompanhar a velocidade do desenvolvimento tecnológico – capazes de estabelecer marcos éticos, regulações efetivas, sem sufocar a criação. A Europa tem dado passos nessa direção com sua política de regulação digital, embora esteja começando a recuar pressionada pelo medo de ficar para trás na corrida tecnológica. E esse recuo é sintomático: revela a tensão entre regular e competir.


O que queremos preservar? A condição humana. As bases políticas, econômicas, culturais que garantem o desenvolvimento do ser humano como ser humano – e não como apêndice de um algoritmo. Isso exige qualidade política, e qualidade política exige qualidade ética. Sem ética como fundamento, a regulação vira instrumento de poder, não de proteção.


No mundo democrático, o espaço próprio para isso é o Legislativo. Foi o Parlamento que produziu o Marco Civil da Internet no Brasil. É o Parlamento europeu que tem ensaiado respostas à inteligência artificial. E é a imprensa livre – que torna públicas as decisões das instâncias representativas – que fecha esse circuito democrático. Falar isso é simples. Fazer é extraordinariamente difícil, sobretudo num mundo em que as prioridades estão sistematicamente fora do lugar.


FCW Cultura Científica – Mas há também um limite interno à própria inteligência artificial, não? Um limite que diz respeito à sua relação com o humano.

Carlos Vogt – Há, e é um limite decisivo. A inteligência artificial precisa ser alimentada com bancos de dados a partir dos quais aprende. Esse aprendizado produz um volume informacional imenso – mas ainda limitado. E, ao mesmo tempo, há uma tendência clara de desenvolvimento autônomo, em processos de autoaprendizagem que podem operar com crescente independência em relação ao humano.


A questão central é: qual é o limite desse processo? No plano político, ninguém sabe ao certo. E é justamente aí que reside, entre aspas, a grande ameaça. Trata-se simultaneamente de uma promessa e de um risco. Promessa de uma nova forma de conhecimento; risco porque pode implicar, em última instância, o descarte do humano como referência central.


Não se trata apenas de questões existenciais ou filosóficas. Estamos diante de uma transformação profunda na dinâmica do conhecimento, com consequências ontológicas relevantes. A capacidade de reinventar paradigmas continuamente tende a desorientar o humano – em termos de reflexão, de valores, de sentido. Assim como, no final do século 19, a ciência foi em certa medida convertida em uma forma de religião, há o risco de que a tecnologia venha a ocupar um lugar semelhante: consagrada como uma nova instância de autoridade quase absoluta.


FCW Cultura Científica – E quem está moldando essa tecnologia? Quem define seus valores, suas prioridades?

Carlos Vogt – A questão não é apenas se a inteligência artificial é um instrumento, mas como esse instrumento molda a mão que o utiliza. E a “mão”, aqui, deve ser entendida simbolicamente, como expressão das relações sociais, do trabalho e das estruturas de poder.


Heidegger já nos alertava: a técnica não é neutra, ela reorganiza nossa relação com o mundo. McLuhan dizia o mesmo com outras palavras: os meios não apenas transmitem mensagens, eles transformam quem os usa. No caso da inteligência artificial, isso se radicaliza. Quando a IA processa milhões de artigos e organiza recomendações, o sujeito do conhecimento deixa de ser um humano singular ou uma comunidade científica identificável. Ele se torna difuso, distribuído entre algoritmos, bancos de dados e escolhas de design feitas por engenheiros em corporações privadas. Isso coloca uma questão epistemológica clássica em termos inteiramente novos: se não há sujeito identificável, pode haver responsabilidade pelo conhecimento produzido?


O problema é que não sabemos ainda com precisão como se dá essa conformação. Quem define o desenho dessa mão? Hoje, a resposta é clara e preocupante: grandes corporações, big techs e governos. A sociedade, mais uma vez, corre o risco de permanecer à margem, sem participação efetiva nesse processo. Figuras como Elon Musk e os líderes da Meta e de outras plataformas globais revelam em seus posicionamentos que há plena consciência, por parte desses atores, de que estão moldando uma nova configuração histórica. Isso não é apenas uma crítica política – é uma afirmação epistemológica.


Os dados com os quais a inteligência artificial aprende, as plataformas sobre as quais opera, os modelos de linguagem que utiliza já carregam inscritos em si valores, prioridades e visões de mundo que antecedem qualquer escolha de quem quer que seja. E é justamente isso que torna o momento atual tão dramático.



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