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Entrevista

João Cortese

Alguns dos problemas mais fundamentais da astrobiologia são a ausência de uma definição de vida plenamente satisfatória, o desafio lógico de explicar sua origem e os limites que o fato de conhecermos apenas um exemplo de vida impõe à busca por vida fora da Terra. Cortese discute a centralidade da evolução darwiniana como hipótese de trabalho da astrobiologia e as questões éticas que emergem da exploração espacial e de um eventual encontro com vida extraterrestre.

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Sobre

João Cortese possui doutorado em Epistemologia e História da Ciência pela Université Paris 7 – Denis Diderot e em Filosofia pela Universidade de São Paulo (cotutela). É professor de Filosofia no Instituto de Biociências da USP, onde coordena o Biófilo - Laboratório de Filosofia e Biologia. É pesquisador associado ao Núcleo de Bioética do Instituto Pensi e ao Laboratório SPHERE (Université de Paris e CNRS). Seus interesses incluem filosofia, história da biologia e da matemática, bioética e ética da inteligência artificial.

As reflexões filosóficas de Cortese tocam a astrobiologia em alguns de seus pontos mais delicados e ajudam a iluminar desafios atuais na busca por vida fora da Terra: por ora, nosso horizonte está limitado a apenas um exemplo de vida, o terrestre; não sabemos como essa vida emergiu e não dispomos de uma definição de vida plenamente satisfatória.

FCW Cultura Científica – A astrobiologia foi descrita por Baruch Blumberg, diretor-fundador do NASA Astrobiology Institute, como “o estudo da origem, evolução, distribuição e futuro da vida”. Distribuição envolve a busca por vida fora da Terra. Um fator complicador nessa busca é que não existe consenso sobre uma definição de vida plenamente satisfatória. Que reflexões a filosofia pode oferecer sobre isso? João Cortese  A história da biologia e da filosofia foi marcada por tentativas de definir o que é vida e de capturar aquilo que seria sua essência. Hoje, dispomos de diferentes definições. Algumas são célebres, como a utilizada pela NASA – “um sistema químico autossustentado capaz de evolução darwiniana” –; a proposta em 1944 por Erwin Schrödinger, para quem a vida seria “um sistema que evita o equilíbrio termodinâmico”; ou ainda o conjunto de características que forma o acrônimo PICERAS: programação, improvisação, compartimentalização, energia, regeneração, adaptabilidade e seclusão.


De modo geral, podemos trabalhar com uma definição realista, essencialista ou com uma definição instrumental de vida. Emily Parke propõe que uma definição instrumental – isto é, elaborada a partir de sua utilidade – oriente a pesquisa em função da questão que se coloca sobre a vida. Uma definição pode ser mais interessante do que outra dependendo da pergunta que se pretende responder. Abre-se, assim, a possibilidade de um pluralismo de definições de vida. O propósito desse pluralismo é dar clareza conceitual sobre o que está sendo buscado em um determinado projeto ou pesquisa, sem assumir um compromisso com uma suposta essência da vida.


A ciência não trabalha com essências, mas com modelos que são continuamente revisados e substituídos. Um modelo científico não captura a essência da realidade, mas busca desenvolver descrições com maior poder preditivo e explanatório. Ao adotar uma perspectiva pluralista, utilizamos diferentes definições de vida mais adequadas às questões e aos objetivos de pesquisa propostos.


A astrobiologia necessita de critérios de reconhecimento na busca por vida. Ferramentas e estratégias elaboradas para procurar vida fora da Terra dependem de como concebemos a vida — e o nosso conhecimento sobre ela baseia-se em uma única amostra, a vida terrestre. É o problema do N = 1.


As definições são importantes porque podem tanto limitar quanto orientar a busca por vida. Um cientista que realiza biologia cotidiana pode colocar a definição de vida entre parênteses e concentrar-se na pesquisa. Já em áreas de fronteira – como a biologia do oceano profundo, a vida sintética e a própria astrobiologia –, torna-se relevante buscar definições de vida, sem que isso implique aderir a uma concepção essencialista ou estabelecer um ponto final na questão.


FCW Cultura Científica – O que você considera uma definição essencialista de vida?

João Cortese – Seria tentar atingir o que é a vida em si mesma por meio de uma definição. Para fazer um paralelo, uma das grandes questões na filosofia da matemática é se descobrimos ou se construímos a matemática. O Teorema de Pitágoras surgiu em diferentes culturas e é o mesmo. Mas ele é o mesmo porque o construímos do mesmo modo ou porque atingimos uma essência comum por vias distintas? Em analogia, uma abordagem essencialista procuraria descobrir o que é a vida por meio de uma definição que remete à sua essência – a vida em si mesma –, enquanto uma via não essencialista consistiria em uma construção conceitual, um modo de falar sobre as coisas como se existissem dessa maneira.


Não precisamos escolher entre essencialismo e não essencialismo. Podemos colocar essa questão entre parênteses. É, em certa medida, o que a ciência faz hoje em dia: trabalha com modelos e progride sem afirmar que atingiu a essência dos fenômenos. Não é necessário sequer responder se existe uma essência ou não. A ciência não apreende a essência das coisas de uma vez por todas; caso contrário, seria difícil explicar por que, em certos momentos, precisamos abandonar um modelo e adotar outro.


FCW Cultura Científica – Hoje, os estudos sobre a origem da vida e a química pré-biótica estão englobados no projeto astrobiológico de compreender a vida como fenômeno universal. Mas já existia uma tradição de pesquisa nessa área muito antes da institucionalização da astrobiologia no fim dos anos 1990. O que diz a filosofia da biologia sobre as tentativas de explicar a origem da vida?

João Cortese – Samuel Scheiner, que vem da ecologia, elaborou uma tábua dos aspectos fundamentais que definiriam a biologia. Um dos princípios é o de que “sistemas vivos vêm de outros seres vivos”. Outro é que “a vida se originou da não vida”, o que remete, de certo modo, ao princípio da abiogênese. Isso costuma gerar confusão entre estudantes, pois Louis Pasteur teria refutado a abiogênese e justificado a concepção de que a vida vem da vida, ou biogênese. Mas não há contradição: uma coisa é falar de como a vida é gerada cotidianamente; outra, da origem da vida há cerca de 3,5 a 4 bilhões de anos.


Do ponto de vista lógico, a questão da origem da vida conduz ao chamado “trilema de Münchausen”. Há três possibilidades: ou caímos em um regresso infinito, no qual uma explicação sempre exige outra anterior; ou em um argumento circular; ou ainda temos de postular princípios primeiros. É por esta última via que seguem as hipóteses sobre a origem da vida: entendendo que não há uma eternidade por trás do Universo, supomos que houve uma origem para a vida.


Lidamos hoje com uma multiplicidade de formas de vida que entendemos ter se originado de um ancestral comum, conhecido como LUCA (Último Ancestral Comum Universal). O acesso a essa ancestralidade se dá, em princípio, pelo recuo na árvore evolutiva, convergindo os ramos da evolução para formas de vida mais simples. A alternativa seria tentar sintetizar a vida. Há tentativas de criar vida sintética a partir de moléculas inertes e elementos químicos fundamentais. Ninguém conseguiu, e tenho a impressão de que essa abordagem saiu um pouco de moda, mas, a priori, não seria impossível.


A metodologia científica das ciências biomédicas, baseada em fenômenos reprodutíveis e replicáveis, com experimentos repetidos em bancada, não se aplica diretamente ao passado da evolução. Não é possível realizar experimentos com o passado, nem acessá-lo experimentalmente. Há, contudo, experimentos evolutivos no presente com espécies de reprodução muito rápida. Por exemplo, cerca de 30 gerações do peixe lebiste (Poecilia reticulata) podem ser observadas em busca de determinados fenômenos evolutivos. Ainda assim, não é possível experimentar diretamente com o passado – sem que isso elimine o caráter científico da teoria evolutiva.



FCW Cultura Científica – Temos tradicionalmente essa visão dicotômica entre o vivo e o não vivo, embora saibamos do problema de categorizar um vírus como um ou outro. Nesse caso, talvez esbarremos em um limite cognitivo e o real ultrapasse a nossa capacidade de conceber a origem da vida. A química pré-biótica tenta entender como aminoácidos foram se formando, como a matéria orgânica foi se tornando mais complexa. Em algum momento, o aumento de complexidade gerou um RNA com a propriedade de autorreplicação observada nos sistemas vivos, algo que parece ser universal. Mas, ainda assim, concebemos o vivo emergindo do não vivo. Algum filósofo propõe uma alternativa que escape dessa dicotomia, talvez um contínuo?

João Cortese – Emily Parke discute essas distinções: a concepção binária de vivo e não vivo versus uma concepção gradual. Definições graduais propõem diferentes características que um sistema deve possuir para ser considerado vivo, como replicação, variação e metabolismo, e sugerem que essas características podem estar presentes em graus variados. Uma definição gradual pode ser interessante para a busca de vida fora da Terra e para o estudo da origem da vida, pois a astrobiologia busca não apenas organismos vivos, mas também formas de vida que possam ter existido ou que estejam emergindo.


Parke propõe outra distinção importante, entre definições funcionais e definições materiais. As funcionais enfatizam funções ou processos da vida, como replicação, reprodução e variação. As materiais baseiam-se na bioquímica do carbono ou nos ácidos nucleicos como distintivos da vida. As definições funcionais são mais amplas e gerais do que as materiais. Se afirmamos, em uma abordagem material, que a molécula de replicação deve ser o DNA, restringimos a vida ao que já conhecemos da vida na Terra. Embora limitante, nesse caso sabemos com mais precisão o que procurar, o que pode ser útil na busca por bioassinaturas.


Definições funcionais abrem outras possibilidades e permitem abarcar formas de vida que não se assemelham às que já conhecemos, mas talvez não auxiliem na identificação do que estamos procurando nem na orientação da busca por bioassinaturas. Pode ser necessário, portanto, um equilíbrio entre aspectos funcionais e materiais na forma como concebemos a vida. Deve haver um trade-off entre, por um lado, a inclusão de múltiplas formas de vida na definição e, por outro, a capacidade de orientar a busca por indícios de vida fora da Terra.


FCW Cultura Científica – A seleção natural darwiniana é central na definição de vida utilizada pela NASA. Quais são as perspectivas oferecidas na filosofia da biologia sobre a centralidade da evolução darwiniana para a compreensão da vida? Como você encara o darwinismo universal, a suposição de que todo sistema vivo no universo passa pelo mesmo processo de seleção natural?

João Cortese – Esse tipo de questão é recorrente aqui no Departamento de Genética e Biologia Evolutiva do Instituto de Biociências da USP. Passou por aqui, nos anos 1940 e 1950, Theodosius Dobzhansky, um dos arquitetos da síntese evolutiva, coadunando a evolução darwiniana com a genética mendeliana. Isso foi feito nas décadas de 1930 e 1940 por Julian Huxley, por Ernst Mayr, que era zoólogo e foi um dos principais filósofos da biologia, além do próprio Dobzhansky, que ajudou a fundar o nosso departamento quando a USP ainda funcionava no centro de São Paulo.

Uma frase muito famosa de Dobzhansky – "nada na biologia faz sentido a não ser à luz da evolução" – é muito repetida aqui no departamento. Costumo brincar que é quase como aquela frase da Academia de Platão: “não entre se não souber geometria”. 


A primeira edição de A Origem das Espécies, do Darwin, é de 1859. Em 1937, Dobzhansky publica Genética e a Origem das Espécies. Em 1942, Mayr publica Sistemática e a Origem das Espécies. Esses autores identificaram esse tronco comum – a evolução – como algo que perpassa toda a biologia. Tudo está à luz da evolução: não há forma de vida ou campo da biologia que não esteja ligado a processos evolutivos. Hoje, dificilmente um biólogo – salvo alguém muito fora do mainstream – cogitaria a inexistência da evolução.


Você mencionou a evolução darwiniana por seleção natural. Darwin, de fato, colocou a seleção natural como principal mecanismo evolutivo, mas também considerou outros mecanismos. A herança de caracteres adquiridos, que associamos a Lamarck, era aceita por Darwin, embora com papel limitado em sua teoria. Desde as décadas de 1970 e 1980, a chamada teoria neutra da evolução introduziu a ideia de deriva genética, um mecanismo em certa medida aleatório. Atualmente, diferentes forças evolutivas são consideradas entre os fatores que moldam a evolução. A herança de caracteres adquiridos não é aceita, exceto em certos aspectos discutidos no âmbito da epigenética.


Há hoje o projeto de uma teoria evolutiva universal que vai além do domínio do vivo. Richard Dawkins propôs estender o raciocínio evolutivo à cultura por meio dos memes; há também a arqueologia evolutiva, com estudos sobre a evolução de formatos de pontas de lança, por exemplo, e a linguística evolutiva, que busca compreender a ramificação das línguas. Aqueles que defendem fortemente esses campos deslocam a centralidade da biologia ao pensar a evolução. Trata-se de uma teoria evolutiva mais abstrata, que pode ser instanciada na vida, na linguagem, na cultura ou na arqueologia. É curioso, por um lado, porque a teoria evolutiva veio do estudo da vida.

 

FCW Cultura Científica – Como isso repercute na busca por vida fora da Terra?

João Cortese – A hipótese de partida é que a vida fora da Terra deve sofrer evolução. Dito isso, o que é evolução? Uma definição hoje bastante aceita foi desenvolvida por Richard Lewontin e defendida, com pequenas modificações, por Peter Godfrey-Smith. Ela estabelece que, para haver evolução, um sistema vivo precisa apresentar herdabilidade, variação e adaptação diferencial. Algo deve ser transmitido entre uma geração e outra. Se uma geração não transmite nada à seguinte, não há evolução; por outro lado, se não há variação, encontramos uma população de clones perfeitos e idênticos, e tampouco há evolução. Além de herdabilidade e variação, é necessária a adaptação diferencial, isto é, alguma forma de pressão evolutiva.


Tipicamente, há pressões relacionadas à capacidade de sobreviver em diferentes temperaturas, níveis de pH ou condições de pressão. Tudo isso é relevante para a astrobiologia. Se e quando encontrarmos um sistema que possa ser chamado de vivo fora da Terra, será preciso verificar a presença dessas três características: herdabilidade, variação e adaptação diferencial. Há também debates em torno das definições de vida, de espécie e de indivíduo. Para a biologia da conservação e a ecologia, definir espécie e indivíduo é indispensável.


Outra distinção, proposta por Parke, diz respeito às definições voltadas à vida singular de um indivíduo versus à vida no coletivo. Há interesse em saber se um indivíduo pode ser considerado vivo ou não, mas não se pode falar em evolução de um único indivíduo. Certas características da vida, como a evolução, não pertencem a um organismo isolado, mas dependem de um contexto populacional. Isso também orienta a hipótese de trabalho de que a vida extraterrestre deve apresentar processos evolutivos.

 

FCW Cultura Científica – Talvez dê para falar que isso é parte do paradigma astrobiológico.

João Cortese – Eu diria que a astrobiologia não deixa de ser biologia; é parte da biologia. Portanto, é impensável começar com uma hipótese de trabalho que negue a evolução darwiniana. No filme Contato, adaptado do livro de Carl Sagan, há uma cena em que a personagem de Jodie Foster encontra os extraterrestres em uma praia, na forma de seu pai. Ao questionar o motivo, eles respondem: “achamos que assim seria mais fácil para você”. Ou seja, não é possível conceber completamente o absolutamente outro: pensamos o outro a partir do que conhecemos. Isso também vale para a elaboração de hipóteses científicas. Por definição, somos seres vivos em busca de vida. Não há como ignorar essa circularidade. O absolutamente outro, por definição, é inacessível. Tentamos acessar a alteridade a partir da nossa própria identidade.


FCW Cultura Científica – Projetos de colonização espacial têm motivado especulações e expectativas sobre o futuro da vida terrestre, mas também temos ansiedades causadas pelas mudanças climáticas e estresses na biosfera. As expectativas e especulações sobre o futuro da vida têm movimentado a filosofia da biologia?

João Cortese –  Sim, assim como a bioética de modo geral. Discute-se, por exemplo, o valor proporcional entre diferentes formas de vida, em perspectivas como a do biocentrismo, que atribui a toda forma de vida um valor ético intrínseco: um animal, uma planta e uma bactéria teriam valor por estarem vivos. Desde a década de 1970, Peter Singer critica o especismo, isto é, a discriminação com base na espécie. Ele propõe a igualdade moral entre os seres sencientes, capazes de sentir dor. Para ele, um cachorro deveria valer tanto quanto um ser humano. Deveríamos respeitar uma planta ou uma bactéria apenas por estarem vivas? O biocentrismo, em princípio, responde afirmativamente, mas isso levanta questões práticas: por exemplo, não deveríamos usar antibióticos? Ainda assim, essa perspectiva contribui para valorizar a continuidade da vida na Terra.


Também nos anos 1970, Hans Jonas formulou o princípio de responsabilidade diante da ameaça de destruição mútua assegurada pelos arsenais nucleares durante a Guerra Fria. Trata-se de uma formulação próxima a Kant: “aja de tal modo que as suas ações sejam compatíveis com a permanência genuína da vida no planeta”. Tanto pelas armas nucleares quanto pelo aquecimento global, temos hoje a capacidade de dizimar a vida na Terra. Atualmente, sabemos que técnicas de edição genética, como o CRISPR-Cas9, trazem grandes potencialidades, mas também riscos de biossegurança, podendo desencadear zoonoses com consequências globais. Além da permanência por mera sobrevivência, Jonas defendia o bem viver: uma boa vida para os seres humanos e para outras formas de vida. Como fazer isso é o que ninguém sabe.


Quanto à colonização espacial, não é uma posição original dizer que ela pode soar como escapismo. Nos anos 1960, Hannah Arendt apontava o descompasso entre a tentativa de alcançar outros planetas e a persistência de guerras cruéis na Terra, referindo-se ao Vietnã. O valor atribuído às vidas humanas continua variando conforme país e classe social, com grandes diferenças de expectativa de vida em uma mesma cidade, como São Paulo. Precisamos enfrentar essas assimetrias e potenciais catástrofes, em vez de apostar no escapismo.

 

FCW Cultura Científica – O que diz a filosofia sobre o risco de contaminação de outros mundos com a exploração espacial e em relação ao que faremos com a vida extraterrestre caso a encontremos?

João Cortese – Não existe observação neutra: um termômetro dentro de um copo d’água mede a temperatura da água em troca térmica com a do próprio termômetro. Somos seres vivos enviando missões de um planeta vivo para explorar outros planetas. Dito isso, há a questão dos valores. Uma bactéria na Terra tem o mesmo valor que um ser humano? Quase todo mundo diria que não. Mas, do ponto de vista epistêmico, uma bactéria em Marte teria muito mais valor do que uma bactéria aqui. Isso precisa ser considerado.








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