
Nos últimos anos, a ansiedade tem despontado como um dos maiores desafios para a saúde pública em todo o mundo. O que antes era visto como um transtorno pontual, hoje é considerado por especialistas um problema tão grave a ponto de alguns considerarem uma epidemia. A ansiedade tornou-se um grande desafio de saúde pública, afetando centenas de milhões de pessoas em todo o mundo, especialmente os jovens. O uso excessivo de smartphones, a exposição constante às redes sociais e a hiperconectividade seriam os principais vilões dessa crise.
Nesta edição, entrevistamos cientistas renomados que, por meio de seus estudos e pesquisas, dedicam-se a compreender e a tentar minimizar o sofrimento de crianças e jovens afetados pelo transtorno de ansiedade e por outros distúrbios frequentemente associados, como a depressão.
Anna Lucia Spear King (UFRJ), Antônio Álvaro Soares Zuin (UFSCar), Li Li Min (Unicamp) e Marcelo Queiroz Hoexter (USP) esclarecem questões essenciais sobre a ansiedade: o que é esse transtorno; como ele se manifesta nos níveis neurológico e molecular; por que passou de uma reação natural para um fenômeno com características epidêmicas; de que forma as novas tecnologias têm contribuído para seu aumento entre os jovens; qual é o papel dos pais na compreensão do problema; como os educadores podem ajudar os alunos a manter o foco no aprendizado diante das distrações e riscos das redes sociais; e quais tratamentos e alternativas podem ser adotados para crianças e adolescentes que sofrem com essa condição.
Editorial
Até o fim da Guerra Fria, o medo de uma Terceira Guerra Mundial, nuclear e definitiva, era um dos grandes motivos de ansiedade. Nas últimas duas décadas, outras tecnologias entraram em cena: celulares e redes sociais. O resultado é um aumento na ocorrência da ansiedade em números jamais vistos
Abertura
A ansiedade tem despontado como um dos maiores desafios para a saúde pública em todo o mundo. Cientistas alertam que o uso descontrolado de smartphones e de redes sociais tem afetado a saúde mental dos jovens, criando uma “geração ansiosa” e um cenário cada vez mais grave e com características de epidemia
Entrevista
Fundadora do Instituto Delete explica como as tecnologias digitais se relacionam com a dependência, como transtornos como a ansiedade, depressão e compulsão podem ser potencializados pelo uso de celulares e redes sociais e como pais e educadores podem lidar com o grave problema, que atinge especialmente os mais jovens
Entrevista
Professor da Unicamp explica como a ansiedade se relaciona com o desenvolvimento cerebral, como o uso intensivo de smartphones e de redes sociais pode afetar o desenvolvimento cerebral dos jovens e como podemos nos preparar para ter redes neuronais mais saudáveis ao longo da vida
Entrevista



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