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Carlos Vogt é o novo diretor-presidente da Fundação Conrado Wessel

Escolha foi feita pelo Conselho Curador da Fundação. Vogt, que foi reitor da Unicamp e presidente da FAPESP, era o atual diretor administrativo e continuará como coordenador cultural

O Conselho Curador da Fundação Conrado Wessel (FCW), em reunião na terça-feira (07/03), escolheu Carlos Vogt para ser o novo diretor-presidente da instituição, sucedendo a Erney Plessmann de Camargo, falecido no dia 3. Vogt era o atual diretor administrativo e continuará como coordenador cultural da FCW.


“É uma satisfação e uma honra ter sido escolhido diretor-presidente pelo Conselho Curador da FCW. Honra e satisfação ainda maiores na medida em que poderei continuar o trabalho que vinha sendo desenvolvido pelo professor Erney, amigo e pesquisador dos mais importantes do país”, disse Vogt.


“Será também um desafio de grande dimensão, uma vez que se trata de seguir um trabalho de excelência. Continuaremos com os planos e projetos que vínhamos discutindo e conduzindo com o professor Erney, todos voltados para a missão da Fundação Conrado Wessel em apoiar o desenvolvimento científico, tecnológico e cultural do estado de São Paulo e do Brasil”, disse.

Professor emérito da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e pesquisador emérito do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Vogt foi reitor da Unicamp de 1990 a 1994, presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) de 2002 a 2007, secretário de Ensino Superior do Estado de 2007 a 2010 e presidente da Fundação Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univesp) de 2012 a 2016.

Formado em letras pela Universidade de São Paulo (USP), onde fez também pós-graduação em Teoria da Literatura e Literatura Comparada, Vogt é mestre em Linguística pela Universidade de Besançon, na França, e doutor em Ciências pela Unicamp. Ingressou na universidade como docente em 1969 e desde então desenvolve pesquisas em Literatura e Linguística.

É autor de vários livros de ensaios, como O intervalo semântico (Ática, 1977 – Ateliê, 2010), Cultura científica: desafios (org., Edusp, 2006) e Cafundó – A África no Brasil (em co-autoria com Peter Fry; Cia. das Letras e Unicamp, 1996). Como poeta, publicou Pisca Alerta (Landy Editora, 2008), Mascarada (Unicamp, 1997), Metalurgia (Companhia das Letras, 1991), Geração (Brasiliense, 1985), Paisagem doméstica (Massao Ohno, 1984) e Cantografia (1982), pelo qual recebeu o prêmio de Revelação em Poesia da Associação Paulista de Críticos de Arte.

Na Unicamp, Vogt fundou o Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor), em parceria com o professor José Marques de Melo e o jornalista Alberto Dines. Em 1999, o laboratório passou a oferecer o curso de especialização em Jornalismo Científico e, em 2006, recebeu a aprovação da Capes para oferecer o curso de mestrado em Divulgação Científica e Cultural, realizado em parceria com o Instituto de Estudos da Linguagem (IEL). Desde o início, o Labjor também edita a revista ComCiência de jornalismo científico.

Em 2005, Vogt recebeu a medalha da Ordem do Mérito Científico, concedida pela Presidência da República, e o título de doutor honoris causa da École Normale Supérieure de Lyon, na França.

Foto: Unicamp




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