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Nova agenda estratégica da Fapesp é destaque no Estadão

  • há 23 horas
  • 3 min de leitura

Em artigo publicado no jornal, Marco Antonio Zago, presidente da Fapesp, destaca aporte adicional de R$ 400 milhões para áreas estratégicas, como inteligência artificial, saúde, energia e segurança pública. Carlos Vogt elogia visão inovadora da iniciativa



O jornal O Estado de S. Paulo publicou neste sábado o artigo “Ciência de resultados”, de Marco Antonio Zago, no qual o presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) defende o fortalecimento da pesquisa estratégica como motor do desenvolvimento econômico, social e tecnológico do Brasil.


No texto, Zago destaca a decisão do Conselho Superior da Fapesp de destinar R$ 400 milhões adicionais, entre 2026 e 2028, a sete áreas consideradas prioritárias para o futuro da ciência e da inovação em São Paulo e no Brasil, "o que representa um fortalecimento importante – e necessário – da pesquisa orientada à missão, organizada para vencer grandes desafios concretos da sociedade".


Os novos investimentos serão direcionados para biotecnologia, transição energética, biodiversidade e segurança alimentar, transição digital e inteligência artificial, tecnologias quânticas, saúde humana e animal, além de violência e segurança pública. Segundo Zago, a iniciativa reafirma a convicção de que “ciência de qualidade não é um artigo de luxo, mas um investimento essencial”.


No artigo, o presidente da Fapesp afirma que o novo aporte não substitui o modelo tradicional de financiamento da pesquisa, baseado na demanda espontânea dos pesquisadores, mas amplia a capacidade da instituição de estimular projetos de maior risco e impacto.


"Não se trata de substituir o modelo que consolidou São Paulo como o principal polo de pesquisa da América Latina. Ao contrário: o novo investimento soma-se aos cerca de R$ 2 bilhões anuais aplicados consoante seus padrões dos últimos anos, preservando a missão essencial da fundação de apoiar a pesquisa em todas as áreas do conhecimento, baseada na demanda espontânea dos pesquisadores. Essa agenda é um complemento estratégico, para induzir projetos de maior risco e ambição, capazes de produzir saltos qualitativos na pesquisa e desenvolvimento", disse.


Marco Antonio Zago, presidente da Fapesp
Marco Antonio Zago, presidente da Fapesp

Zago também resgata iniciativas que marcaram a trajetória recente da Fapesp, como os programas Genoma, os Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs), o apoio a startups de base tecnológica e os Centros de Ciência para o Desenvolvimento (CCDs). O artigo cita como exemplo emblemático o tratamento de câncer com células CAR-T desenvolvido no Centro de Terapia Celular de Ribeirão Preto, considerado pioneiro na América Latina e atualmente em fase de testes clínicos multicêntricos para uso no Sistema Único de Saúde (SUS).


Outro ponto enfatizado é a inclusão da violência e da segurança pública entre os eixos estratégicos da nova agenda. Para Zago, enfrentar esses desafios exige abordagens científicas interdisciplinares, com uso intensivo de dados, métodos analíticos, tecnologia e inteligência artificial.


"Os sete eixos escolhidos – biotecnologia, transição energética, biodiversidade e segurança alimentar, transição digital e inteligência artificial, tecnologias quânticas, saúde humana e animal, violência e segurança pública – refletem, em sua maioria, agendas globais de pesquisa. São áreas nas quais o avanço científico está diretamente associado à competitividade econômica, ao bem-estar dos cidadãos e à sustentabilidade", disse.


Segundo Zago, a decisão da Fapesp reafirma a convicção de que ciência de qualidade é um investimento essencial. "Ao combinar excelência acadêmica com foco estratégico e disposição para assumir riscos, São Paulo reforça sua liderança e aponta um caminho para o País. Ciência de resultados, neste contexto, não significa apenas produzir mais, mas produzir melhor – com impacto real na economia, nas políticas públicas e na vida das pessoas", destacou.

A publicação do artigo teve repercussão positiva no meio acadêmico e científico. O diretor-presidente da Fundação Conrado Wessel, Carlos Vogt, elogiou o artigo e a condução da Fapesp.


“Parabéns ao professor Marco Antonio Zago pelo artigo que destaca os sete eixos estratégicos, pelo discernimento da oportunidade e pertinência da proposta, pela visão inovadora do papel da ciência e do papel da Fapesp no seu desenvolvimento, criação e comprometimento social, econômico, para não dizer cultural: cultura científica. Parabéns pelo artigo que, hoje no Estadão, retrata todo esse dinamismo e reafirma a certeza de que a Fapesp está em boas mãos”, disse Vogt.




(fotos: Leo Ramos Chaves/Revista Pesquisa Fapesp e fernando zhiminaicela em Pixabay)


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