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Antonio José Roque da Silva recebe Prêmio Álvaro Alberto

  • 14 de mai. de 2025
  • 3 min de leitura

Entrega foi feita na Escola Naval do Rio de Janeiro, que também teve cerimônia de diplomação dos novos Membros Titulares e Correspondentes da Academia Brasileira de Ciências

O físico Antonio José Roque da Silva recebe prêmio das mãos do Almirante Marcos Olsen; do presidente do CNPq, Ricardo Galvão; e do secretário executivo do MCTI, Luis Fernandes (foto: Ana Gouveia / CBPF)


Com informações da Marinha do Brasil e do CNPq


O físico Antonio José Roque da Silva recebeu o Prêmio Almirante Álvaro Alberto para a Ciência e Tecnologia 2025. A entrega foi realizada no auditório da Escola Naval, no Rio de Janeiro, no dia 8 de maio, em evento que integrou a Reunião Magna da Academia Brasileira de Ciências (ABC), ocasião em que a instituição recebe seus novos membros.


Coordenador do Projeto Sirius, um dos mais modernos aceleradores de partículas do mundo, Roque da Silva é professor titular da Universidade de São Paulo e diretor-geral do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais. Com atuação nas áreas de física da matéria condensada e física atômica e molecular, o pesquisador tem mais de 130 artigos publicados em periódicos científicos e é coautor de mais de 200 trabalhos apresentados em eventos nacionais e internacionais.


A premiação na Escola Naval foi promovida pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e com a Marinha, anfitriã da solenidade. Carlos Vogt, diretor-presidente da Fundação Conrado Wessel participou da cerimônia.


A 37ª edição do Prêmio Álvaro Alberto contemplou a área de Ciências Exatas, da Terra e Engenharias, conforme regra do sistema de rodízio entre as três grandes áreas do conhecimento. O prêmio é direcionado a cientistas brasileiros que tenham se destacado pela realização de obra científica ou tecnológica de reconhecido valor para o progresso da respectiva área e é concedido anualmente. Roque recebeu como premiação diploma, medalha e importância em dinheiro no valor de R$ 200 mil, concedidos pelo CNPq. A premiação inclui também viagem à Antártica e outra ao Centro Tecnológico da Marinha, localizado em São Paulo, ambas oferecidas pela Marinha do Brasil.


"Sinto-me representando a ciência brasileira e sua capacidade de realizar algo como o Sirius e, em breve, espero, o Orion", afirmou José Roque, aludindo, respectivamente, ao acelerador de partículas com fonte de luz sincrotron e ao complexo laboratorial de máxima contenção biológica utilizando esse mesmo tipo de luz – dois projetos que envolvem projeto, tecnologia e componentes 100% nacionais. 


"Isso começou há mais 40 anos, com uma ideia surgida no Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, com uma ideia que diversos físicos começaram a pensar. Por isso, é importante manter nossas unidades de pesquisa fortes, porque delas saem muitas e desafios, que depois, eventualmente, a gente consegue consolidar", disse José Roque, que reconheceu também a importância do CNPq em sua trajetória. "É uma honra estar recebendo esse prêmio, e eu só estou aqui hoje porque recebi bolsa do CNPq para fazer meu doutorado, assim como vários aqui presentes. Por isso, é central que a gente continue apoiando e defendendo do CNPq", afirmou.

Antonio José Roque da Silva, vencedor do Prêmio Almirante Álvaro Alberto 2025, em conversa com Carlos Vogt, diretor-presidente da FCW, após a cerimônia de premiação


Também foram entregues o título de Pesquisador Emérito e a Menção Especial de Agradecimento, ambos concedidos pelo CNPq a personalidades científicas de destaque e instituições com relevantes contribuições à ciência brasileira.


Neste ano, os contemplados com o título de Pesquisador Emérito foram o físico e ex-presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Ennio Candotti (in memoriam); o fundador e primeiro diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, engenheiro Fernando de Mendonça; a professora aposentada de Linguística da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Leda Bisol; a filósofa Marilena Chauí, da Universidade de São Paulo; o matemático, engenheiro civil e professor da USP, Newton Carneiro Affonso da Costa (in memoriam); e o médico infectologista e professor da Universidade Federal da Bahia, Roberto José da Silva Badaró.


Os agraciados com a Menção Especial de Agradecimento, por sua vez, foram uma pessoa física, a professora e pesquisadora da área de Direito Internacional da UFRGS, Cláudia Lima Marques; e três pessoas jurídicas: o British Council, o Instituto Rio Branco e o Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe.


Para saber mais, clique aqui.

 
 
 

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